terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ritmo de competição, e historiando

Como o calor aperta e os treinos longos são insuportáveis, pelo menos à hora que gosto de treinar, hoje quando comecei o treino senti-me solto e resolvi fazer um treino curto em ritmo de competição de meio fundo.

Fiz 5 voltas ao estádio da Maia que rondam mais ou menos 3, 200 metros, no meu actual estado de forma não foi mau pois cumpri o treino em 18:44 s, à média 6,04 quilómetros.

Vou também a partir de hoje partilhar a minha experiência de 24 anos com aqueles que podem eventualmente ler este blog.

O início da minha prática de corrida remonta ao já longínquo ano de 1985, e tudo começou com uma brincadeira proposta pelo meu primo António Ezequiel Arroja, também meu colega no BFB. Nessa época ainda havia tempo para convívios entre colegas de trabalho. Éramos cerca de 28 empregados no Balcão de Alenquer, e na nossa secção que gravava todo o movimento de depósitos e levantamentos do dia, ainda em cassetes que depois eram enviadas para a sede para serem lançadas efectivamente nas contas dos clientes, tínhamos um verdadeiro espírito de equipa. Outros tempos....

Num determinado dia, julgo que lá para Fevereiro ou Março, o António Ezequiel propôs que quem conseguisse ir a correr até sua casa em Cabanas do Chão (cerca de 15 quilómetros) tinha um petisco à espera. Quem quisesse apenas participar sem correr pagava qualquer coisa para ajudar. Claro que era apenas um pretexto para proporcionar um bom convívio entre amigos.

Também me inscrevi sabendo de antemão que nem 3 quilómetros corria! E assim foi, começamos num local chamado alto da Boavista com um início de aproximadamente 2 kms em descida, e foi essa distância a minha participação. Entrei no carro vassoura conduzido pelo José Manuel Catarino já bem cansado e com dores nas pernas. De todos, os únicos que chegaram à meta foram o Vítor Matos já na casa dos 40 anos e o Jorge Lopes um atleta completo, excelente futebolista, mas franzino como se quer para a corrida e ainda nos 20 e tal. Houve outro, o António Vicente, que já perto da chegada "incentivado" por nós, entrou no carro.

E foi com este episódio que poderia não ter qualquer valor nem significado que interiorizei que, se em especial o Vítor Matos tinha conseguido, eu também o havia de conseguir. E consegui, mas com mais um episódio no mesmo teatro e com outra aposta. Agora era uma lagosta!

Depois continuo.
Até amanhã

1 comentário:

Anónimo disse...

Para ti... estes velhos tempos, devem ter sido de Ouro puro...