2013 tem sido um ano de apostas várias, umas boas a maioria nem por isso, que me condicionaram e condicionam os treinos e a sua regularidade. Uma aposta falhada de âmbito profissional que me ocupou o dia inteiro de Março até agora final deste mês Setembro, também ajudou a condicionar a disponibilidade para treinar.
Contudo embora sem a regularidade desejada tenho treinado e mais não tenho realizado porque uma arreliadora lesão no gémeo da perna direita me condicionam os treinos desde Julho para cá. Recupero, volto a treinar e quando menos conto o gémeo dá de si e volto a parar. Tenho substituído a corrida por passeis de BTT e inclusivamente em Agosto entrei pela primeira vez numa prova de 30 quilómetros num dia particularmente quente que chegou a atingir os 40º. Para mim foi uma prova duríssima e embora sendo o mais velho em larguíssima diferença com qualquer dos outros 28 participantes consegui terminar no tempo de 2h e15m e com alguns jovens a chegar depois de mim. Mas julgo que foi experiência a não repetir, prefiro mesmo ficar-me por passeios sem competição.
O mesmo se passa afinal com a corrida, cada vez mais o que me motiva é o prazer do esforço, a transpiração, o desfrutar da natureza, a saúde, e aquela sensação no fim de um bom treino e após o banho de nos sentirmos rejuvenescidos. Competição para quê?
Por isso, hoje quando escrevo, com uma dúvida muito grande do que será o meu futuro próximo, fica apenas a convicção que é o desporto, em particular a corrida, a minha maior motivação para vencer as agruras, os desgostos, e o desconforto da segurança que o futuro me reserva.
Estou como o tempo, chuvoso, inseguro e triste.

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